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Saúde Urológica Geral

Postectomia: Entenda o Que É e Quando É Indicada

Por Dr. Diego Reis Delgado | CRM-SP 128.445 06 jul 2026 3 min de leitura
Postectomia: Entenda o Que É e Quando É Indicada

A postectomia é um procedimento cirúrgico que gera muitas dúvidas e, por vezes, certo preconceito. Popularmente conhecida como "cirurgia de fimose", ela consiste na remoção parcial ou total do prepúcio, a pele que recobre a glande do pênis. É importante desmistificar esse procedimento, compreendendo suas indicações clínicas e os benefícios que pode trazer para a saúde e o bem-estar masculino.

O que é a fimose?

A fimose é uma condição em que o prepúcio é estreito ou apertado demais, impedindo que seja retraído completamente sobre a glande. Nos bebês e crianças, a fimose fisiológica é esperada e geralmente se resolve com o tempo. No entanto, quando persiste na adolescência ou na vida adulta, ou quando causa sintomas, ela pode se tornar uma fimose patológica, necessitando de intervenção.

Problemas causados pela fimose

Quando a fimose não permite a exposição completa da glande, diversos problemas podem surgir. A higiene local pode ser dificultada, levando ao acúmulo de esmegma (secreção natural do pênis) e favorecendo infecções como a balanopostite. Essas infecções podem causar dor, inchaço, vermelhidão e coceira. Em casos mais graves, a dificuldade de higiene pode aumentar o risco de doenças sexualmente transmissíveis e, a longo prazo, pode haver uma associação com o câncer de pênis em alguns estudos. Além disso, a fimose pode causar dor durante ereções e relações sexuais, impactando a qualidade de vida do homem.

Indicações para a postectomia

A postectomia é indicada em diversas situações. A principal delas é a fimose patológica, que não se resolve espontaneamente e causa sintomas ou complicações. Outra indicação importante é a parafimose, uma emergência urológica em que o prepúcio retraído fica preso atrás da glande, impedindo o fluxo sanguíneo e exigindo intervenção imediata. Infecções urinárias de repetição ou balanopostites frequentes, difíceis de controlar com tratamento clínico, também podem levar à recomendação da cirurgia. Em alguns casos, a postectomia pode ser realizada por questões culturais ou religiosas, ou por desejo do paciente após uma avaliação médica cuidadosa.

Como é feita a cirurgia?

A postectomia é um procedimento relativamente simples e seguro, geralmente realizado em caráter ambulatorial, ou seja, o paciente recebe alta no mesmo dia. A cirurgia é feita sob anestesia local ou regional, podendo ser associada a uma sedação para maior conforto do paciente. O urologista remove o excesso de prepúcio, expondo a glande, e sutura as bordas da pele com fios absorvíveis. A recuperação costuma ser rápida, com orientações específicas sobre higiene e atividades sexuais durante o período de cicatrização.

Cuidados no pós-operatório

Após a cirurgia, é fundamental seguir as recomendações médicas. A higiene local é crucial para evitar infecções e promover a cicatrização adequada. Compressas geladas podem ajudar a reduzir o inchaço e a dor nos primeiros dias. Geralmente, é indicado repouso relativo, evitando esforços físicos e atividades que possam comprometer a região operada. O uso de analgésicos e anti-inflamatórios pode ser prescrito para controle da dor. O retorno às atividades sexuais é liberado apenas após a cicatrização completa, o que leva algumas semanas, dependendo de cada caso.

Benefícios da postectomia

Os benefícios da postectomia vão além da resolução da fimose. Muitos homens relatam melhoria significativa na higiene íntima, redução do risco de infecções, eliminação da dor durante o sexo e, para alguns, uma melhora na sensibilidade e no prazer sexual. É importante ressaltar que os resultados podem variar de pessoa para pessoa, e a decisão de realizar a cirurgia deve ser tomada em conjunto com o médico urologista, após uma avaliação detalhada.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Sempre procure um profissional de saúde para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado ao seu caso. Somente o médico poderá avaliar a necessidade e a melhor abordagem para a sua condição.

Aviso médico: Este artigo é informativo e não substitui consulta médica. Procure sempre um profissional qualificado para avaliar seu caso.

Sobre o autor

Dr. Diego Reis Delgado é médico urologista com CRM-SP 128.445, especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e pelo MEC. Atende em Vila Olímpia, São Paulo.

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